Terapia para Todos?

As mudanças vêm se acelerando vertiginosamente. Isto contribui para que o sistema psíquico e emocional de muitas pessoas não resista à frequencia vibratória destes novos tempos e para não adoecer ou surtar, precisam da ajuda de terapeutas muito qualificados.

Os motivos da sugestão "terapia para todos" são fundamentalmente dois:

1- Estando aqui na Terra fazendo nossa caminhada de evolução, não há quase ninguém que não possa se beneficiar de um bom e profundo trabalho de autoconhecimento, maior individuação e portanto, transformação. Todos precisamos compreender qual é a nossa melhor função social em consonância com novos talentos, aptidões e aspirações naturais e usá-los para atingir as soluções necessárias para toda a coletividade.

2- Tradicionalmente, desde Freud até há algum tempo, só conseguiram pagar por terapia os ricos e as classes médias altas. Porém de algumas décadas para os dias de hoje, esta realidade tem mudado. Outras camadas da sociedade estão tendo acesso à terapia, o que é de grande importância para as pessoas já que a imensa maioria das doenças tem uma origem psicossomática ou psicossocial e precisam de um profissional experientente que possa ajudar na redução ou mesmo extinção de suas dores e seu sofrimento.

Apesar do tabu de se fazer terapia, hoje é já reconhecida em grande parte da comunidade, a necessidade peremptória de acompanhamento psicoterapêutico, assim como uma criteriosa qualificação dos profissionais para auxiliar os doentes e ajudar na redução das internações em hospitais psiquiátricos, que nem sempre são necessárias.

A especialista Betty Milan, autora de "Quem ama escuta" e Yrvin Yalon em seu livro "os desafios da Terapia" afirmam que os clínicos devem cumprir sobretudo três requisitos básicos para o trabalho ser bem sucedido:

a) que o terapeuta seja um interlocutor válido que ofereça uma escuta qualificada, já que uma forma de amar é ouvir com atenção.

b) que as pessoas aprendam a arte de escutar-se ou seja ouvir com consciência o que estão falando.

c) que o terapeuta se transforme em um polo transferencial positivo, no qual o cliente tem reconfortante sensação de sentir-se plenamente compreendido, sem nenhum tipo de julgamento.

Texto adaptado de Mário Rodrigues Risso e Carla Mirelle